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MPF investiga Correios de VG por demora em entregas e extravio de produtos

MPF anotou que recebeu três representações contra a empresa pública em menos de seis meses

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O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF) abriu investigação contra a Empresa Brasileira de Correios Telégrafos, os Correios, por diversas falhas na prestação de serviços aos seus usuários, como “demora excessiva na entrega de encomendas, extravios e dificuldade de comunicação”.

A procuradora da República Denise Nunes Rocha Muller Slhessarenko, responsável pela investigação, apontou que, em um intervalo de menos de seis meses, três representações foram abertas no PF contra a empresa pública.

A investigação, determinada no dia 3 de agosto, mira exclusivamente a Unidade de Tratamento e Distribuição de Várzea Grande, no bairro Cristo Rei.


Segundo a procuradora, o usuário apontou que houve atraso na entrega das encomendas e que ele foi proibido de retirá-las na unidade de distribuição, onde elas estavam aguardando seguimento.

O usuário ainda apontou uma "péssima qualidade no atendimento", citando que os trabalhadores não atendem o telefone, e que o serviço presencial funciona apenas até às 11h, "gerando longas filas de interessados que precisam se deslocar até a unidade em busca de informações sobre as encomendas atrasadas".

A procuradora destacou que as denúncias puderam ser "comprovadas" com uma simples pesquisa no Google, onde constam outras milhares de reclamações.

Ainda, lembrou que os Correios foram palco da Operação Destino Final, em junho deste ano, quando a Polícia Federal apurou esquema de desvio de encomendas desse mesmo centro de distribuição.

A procuradora considerou que a gravidade das falhas apontadas "não é desconhecida da empresa pública" e também considerou que "não é improvável que a demora na entrega das mercadorias possa estar, em algum grau, associada aos crimes em apuração".

A abertura da investigação foi publicada no diário oficial desta quinta-feira (5).

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Correios para um posicionamento, mas ainda não teve retorno. O espaço segue aberto.


CAMILLA ZENI