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Gilberto aponta alto custo e desconfia de repasses por UTIs desocupadas

De acordo com o governo estadual, cada leito de UTI Covid tem custo diário de R$ 2 mil

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Criticado pelo fechamento de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) destinadas ao tratamento da covid-19, o secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, afirmou que não há necessidade de manter todas em funcionamento, diante da queda de casos e do alto custo da manutenção.

O secretário ainda levantou suspeita sobre onde estão sendo empregados os valores repassados pelas UTIs, e destacou que, entretanto, se algum prefeito quiser manter os leitos, basta pagá-los. De acordo com a SES, cada leito de UTI covid tem custo diário de R$ 2 mil. Desse valor, R$ 1,6 mil são repassados pelo governo federal.

“O governo do estado não vai ficar pagando por leito desocupado, desnecessariamente, até porque tem dúvida de como os repasses são aplicados”, afirmou o gestor nessa segunda-feira (20).

“Não faltam leitos para a população. Quem patrocina é o governo federal e o governo do estado. Se o prefeito quiser manter os leitos funcionando, ele arque com os custos também, mas não tem essa necessidade”, completou, citando escândalos registrados na Saúde de Cuiabá, principalmente envolvendo o momento de pandemia.

A posição defensiva de Gilberto se deu depois que a Prefeitura de Cuiabá tentou polemizar a decisão estadual ao apontar que, depois de bloquear os leitos, o governo requereu vaga para um paciente do interior. Ocorre que, nas últimas semanas, o Estado determinou a desativação de 100 leitos de UTI covid, os quais deverão ser reutilizados para outras demandas, diante da retomada das cirurgias eletivas em Mato Grosso.

O secretário destacou que a taxa de ocupação dos leitos de UTI estão em posição satisfatória. Segundo boletim informativo divulgado pela SES nessa segunda-feira, Mato Grosso tem 228 leitos disponíveis e 41% dos leitos totais ocupados.

“Enquanto isso, faltam leitos de UTIs convencionais, com especialidades na área neurológica, cardíaca, então é o momento de desligarmos os aparelhos que custam caro, que não têm pacientes demandando, e reativar os leitos que existiam ontem”, explicou.

“O governo do Estado deseja que a Prefeitura reative os leitos de UTI com especialidades neurológicas, que também são cofinanciados pelo governo do Estado. Então não há do que o prefeito reclamar", finalizou o gestor.

De acordo com o boletim da SES, na região metropolitana de Cuiabá há 47 leitos disponíveis no Hospital Referência (antigo Pronto-Socorro), 10 no Hospital Estadual Santa Casa e 47 no Hospital Metropolitano - esses dois últimos geridos pelo Estado.


CAMILLA ZENI DAFFINY DELGADO