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Família de modelo que morreu no Chile não consegue autorização para ir no velório

Nayara Vit morreu após queda do 12º andar do prédio que morava. Irmão afirma que polícia chilena descartou hipótese de suicídio, e família acredita em feminicídio.

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A família de Nayara Vit, modelo que morreu após cair do 12º andar do prédio que morava no Chile na madrugada de 8 de julho, desistiu de ir ao enterro no país por não ter conseguido autorização do governo chileno.

A entrada no Chile ficou mais difícil por causa das restrições durante a pandemia de Covid-19. A família é de Santa Catarina e a mãe da modelo mora em Porto União, no Norte do estado. Nayara tinha 33 anos e era considerada celebridade na capital chilena — ela somava mais de 24 mil seguidores em uma rede social antes de morrer.

A modelo morava no Chile havia 16 anos e, no dia da morte, estava no apartamento com o namorado e a filha de 4 anos (fruto de outro relacionamento). O irmão da mulher afirmou que ambos nasceram no Chile. A babá da criança também estava no local.

Guilherme Vit, que é irmão de Nayara, disse que as autoridades chilenas descartaram a hipótese de suicídio. A família acredita que a modelo tenha sido vítima de feminicídio. "Seria o velório dela na quinta [15 de julho], porém a polícia pediu pra fazer uma nova autópsia", disse. Com isso, o sepultamento deve ser adiado.

Suspeita de feminicídio


Desde a semana passada, a família da modelo tenta entender o que aconteceu no apartamento onde ela morava com o namorado e a filha. Gabriel Vit, outro irmão de Nayara, disse à NSC TV que a mãe deles falou com a modelo pouco antes da morte.

A família só ficou sabendo da morte pelo ex-marido de Nayara, com quem a modelo teve uma filha. O pai de Nayara tentou contato com Rodrigo, atual namorado dela, mas não teve retorno.

"Meu pai não conseguiu falar com ele por diversas vezes. Aí vieram aparecendo fatos que são totalmente diferentes do que ele falou", disse Gabriel.

O namorado de Nayara disse à polícia que estava sentado no sofá no momento em que ela passou correndo e se jogou da varanda do apartamento.

"Agora a babá disse que ouviu gritos da Nayara e que ouviu um vaso quebrando, e realmente tem um vaso de plantas no chão quebrado. O que nos estranha é que não houve uma perícia no apartamento neste momento. Isso foi acontecer três dias depois. O celular da Nayara sumiu, a bolsa da Nayara sumiu. São diversos fatos que vêm acontecendo, que não condizem com o que o atual namorado dela, o Rodrigo, fala. Então, assim, essa angústia para gente é maior", afirmou Gabriel.

O G1 não conseguiu contato com Rodrigo. Gabriel enviou uma carta ao governo brasileiro pedindo ajuda nas investigações, que passaram para o departamento de homicídios no Chile.

O procurador responsável pelo caso disse que está coletando dados para esclarecer as circunstâncias da morte.

"Nós autorizamos o ex-marido dela a retirar o corpo da Nayara e fazer o funeral no Chile com seus amigos", disse Gabriel sobre o velório e enterro.

Inicialmente, a família queria trazer o corpo da modelo para o Brasil, mas desistiram da ideia.

O G1 não conseguiu contato com as autoridades no Chile. O Itamaraty, por meio da Consulado-Geral do Brasil em Santiago, informou que está prestando assistência cabível à família da vítima.

"Em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, os consulados brasileiros podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com autoridades locais e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito. O traslado ou não dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior para o Brasil é uma decisão da família. Não há previsão regulamentar e orçamentária para o pagamento do traslado pelo poder público. A depender da causa da morte, a assistência consular também pode incluir o acompanhamento das investigações junto às autoridades locais", informou.

G1