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Falha operacional não deixa profissionais da segurança serem vacinados contra Covid-19

Servidora responsável por sistema das vacinas estava de folga e doses não foram retiradas

Uma falha operacional não deixou que profissionais da segurança pública em Cuiabá fossem vacinados contra a Covid-19 nesta quinta-feira (08/04).


Uma servidora da Secretaria de Saúde de Cuiabá (SMS), responsável pelo sistema do Programa Nacional de Imunização (PNI), estava de folga e não havia outra pessoa para fazer este procedimento. Devido a isso, não foi possível fazer a retirada das doses para que fossem levadas a sede do SENAI, na Avenida XV de Novembro, onde a vacinação seria realizada. Outro fator que não deixou os profissionais da segurança serem vacinados foi que as doses separadas para aplicação nesta quinta não foram retiradas na sede da Secretaria Estadual de Saúde (SES) pela prefeitura de Cuiabá.


O secretário de estado de segurança pública (SESP), Alexandre Bustamante, explicou que, mesmo a SES, autorizando a retirada sem ser pelos servidores da prefeitura, não teria como realizar a imunização dos profissionais, pois não havia local para armazenar as doses e nem os insumos somo seringas e agulhas. "Nós temos vacinas pra pegar lá, só que não vem nas caixas adequadas porque a prefeitura tem as caixas adequadas pra armazenar. Ela tem que ficar armazenada em caixas especiais, e só o município que tem essas caixas".


Bustamante disse que, devido a esse problema, a vacinação foi transferida para esta sexta-feira (09/04) e sábado (10/04). “O sistema não estava aberto, até abrir e retirar ia passar o dia. A ideia é começar amanhã e sem dúvidas terminar sábado se Deus quiser”, disse.

Por outro lado, a SMS disse por meio de nota, que não recebeu vacinas destinadas a esse grupo. As 2.575 doses de Astrazeneca, que chegaram no dia 5 de abril são voltadas para segunda dose de trabalhadores da saúde. Já as 19.940 doses da Coronavac, seriam para vacinar 17.970 trabalhadores da saúde e de idosos em segunda aplicação e 1.970 idosos de 65 a 69 anos com primeira aplicação.


Apontou ainda que a SES sugeriu ao Município que retirasse dessas doses uma parte para iniciar a vacinação dos membros das Forças Armadas e Forças de Segurança Pública, o que foi negado, diante da responsabilização legal que pode advir disso. "Necessário informar, que neste caso, a responsabilidade pela vacinação é da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso", DIZ TRECHO.


SMS afirmou que não participa da organização da vacinação dos membros das Forças Armadas e Forças de Segurança Pública, que é da Secretaria de Estado de Segurança Pública e que somente ofereceu a capacitação para que os próprios servidores atuassem na vacinação, desde o registro até a aplicação das doses, no caso daqueles que têm formação na área da Saúde.


Fonte: Capital Noticia