Buscar

Especialistas alertam que sequelas ortopédicas do pós-Covid devem ser tratadas logo no início


- FIQUE ATUALIZADO: PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO (NOTÍCIAS, VAGA DE EMPREGO, UTILIDADE PÚBLICA) -CLIQUE AQUI


Um estudo realizado, em março deste ano, por médicos do Hospital Sírio Libanês de São Paulo, com pacientes de terapia intensiva com Covid-19 grave, revelou que a perda e a diminuição da força muscular ocorreram precocemente e rapidamente durante 10 dias de internação na UTI, Unidade de Terapia Intensiva, demonstrando a forte relação de dano na função do músculo esquelético nesses pacientes.

Associando os estudos às recorrentes queixas de pessoas que procuraram os consultórios ortopédicos em busca de recuperação muscular posterior à infecção pelo Coronavírus, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia decidiu compartilhar recomendações a respeito dessa reabilitação em pacientes em uma condição de pós-Covid-19 e queixas ortopédicas.

Para o presidente da Comissão de Campanhas Públicas da Sociedade, Jean Klay dos Santos Machado, as formas moderadas e graves do vírus têm gerado sarcopenia, que é a diminuição da musculatura chamada de massa magra.

“Toda vez que essa condição ocorre, existe uma exposição das articulações à sobrecarga. Então, pacientes que já vinham com alguma doença osteoarticular, ficam mais sintomáticos diante de um quadro de sarcopenia”, afirma Jean Klay.

Ele reforça ainda que quanto maior o processo inflamatório da Covid-19, maior será a repercussão na musculatura.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, seccional Mato Grosso, Vitor Spalatti, a reabilitação muscular deve começar ainda enquanto os pacientes estão no hospital.

“A Covid-19 é uma doença viral sistêmica, ou seja, que afeta o organismo como um todo, e que pode se apresentar em sua forma leve, moderada, grave ou crítica. Por isso, é importante iniciar essa recuperação rapidamente, com movimentos realizados no leito ou caminhadas curtas, mantendo sempre os cuidados precoces”, reforça o médico.

Sapicuá