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Em menos de 1 semana, 7 crianças ficam em estado grave por causa da covid

Assessoria de Imprensa | Hospital Santa Rosa

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Diz a sabedoria popular que nenhum pai ou mãe deveria sentir a dor de enterrar um filho. Fato é que todos são filhos de alguém, mas nem todos têm o privilégio de ainda ter pai ou mãe. Desde que o novo coronavírus chegou a Mato Grosso, em março do ano passado, 10.382 filhos mato-grossenses morreram por causa das complicações da doença causada por ele, a covid-19.


Deste total, 40 eram crianças ou adolescentes. Um número expressivo, que – a título de comparação – representa uma sala de aula lotada, cheia de curiosidades, energia, gritaria, risadas, sorrisos banguelas, sonhos, fantasias, vivacidade. Quarenta pessoinhas que eram o maior motivo de alegria dentro de lares, cuja ausência jamais será preenchida, já que uma mãe jamais deveria enterrar um filho, segundo a ordem natural da vida.

Nesta última semana, o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apresenta dados preocupantes em relação a este grupo. Em apenas cinco dias, 7 crianças foram internadas em estado grave por causa da covid-19. Elas estão internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde o tratamento é intensificado para preservar a vida do paciente.


No último domingo, dia 16, nenhuma criança estava internada em estado grave no estado. No dia seguinte, o boletim trazia a informação de que 1 leito de UTI pediátrica estava ocupado. Na terça, dia 18, esse número saltou para 3. Na quarta-feira já eram 4 crianças em estado grave. Na quinta, esse número pulou para 6. E, nesta sexta, o documento mostrava que já eram 7 as crianças internadas em estado grave por causa da agressividade do vírus.

O dado é preocupante. Além de se tratar de crianças, Mato Grosso só dispõe de 15 leitos de UTI pediátrica, todos em Cuiabá.

A reportagem consultou a aba de distribuição da internação nos hospitais. Ao selecionar apenas leitos de UTI, os números são maiores que os registrados na aba de internação. Nesta segunda parte, são apontadas como pacientes de UTI 4 meninas e 4 meninos com idades entre 0 e 5 anos, 2 meninos com idades entre 6 e 10 anos e 3 adolescentes com idades entre 11 e 20 anos.


A internação dessas crianças é registrada na semana em que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) anuncia o retorno híbrido das aulas. Os professores já deram sua resposta à pasta e decidiram que não retornam às salas de aula enquanto não for seguro para todos esse retorno, já que alunos e professores ainda não foram vacinados.

A reabertura das escolas é demanda que vem sendo discutida e cobrada há meses. As ruas de Cuiabá foram tomadas por pais e donos de escolas particulares que, em seu direito, exigiam a reabertura das escolas.


O questionamento feito nestas manifestações era de que não fazia sentido manter as escolas com as portas fechadas se o comércio em geral, as igrejas, restaurantes e, principalmente, bares e restaurantes estavam autorizados a funcionar.

Mato Grosso vivenciou o pico da segunda onda no mês de abril, com recordes consecutivos no número de mortes. Naqueles dias, as redes sociais foram tomadas de luto, pesares e tristeza.


Do lado de cá da imprensa, restou cumprir o papel de informar, alertar e dar visibilidade a todo esse caos, causado por um vírus agressivo e rápido em matar, que recebeu toda a blindagem que precisava de uma sociedade e classe política negacionista que, mesmo após um ano de pandemia, continua a negar ou minimizar sua letalidade.


O mês de maio ainda não acabou e a imprensa já foi alertada que Mato Grosso já está vivenciando a terceira onda, com estimativas de impacto hospitalar ser sentido no início do mês. O aumento de internações pode ser acompanhado do crescimento também do número de mortes.

Estadão Mato Grosso