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Dilmar cita “função de deputado” e nega esquema no transporte

Alvo da Rota Final, parlamentar afirmou que apenas defendeu segmentos de setor do transporte

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Líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM) voltou a negar que tenha participado do esquema de fraude em licitação do transporte intermunicipal de Mato Grosso, investigado no âmbito da Operação Rota Final.

Ele afirmou que cumpriu com as funções de um parlamentar, ao defender o setor de transporte. Dilmar foi denunciado, junto a outras 18 pessoas, pelo Ministério Público do Estado, no âmbito da Operação Rota Final.

“Eu não tenho envolvimento de maneira nenhuma. Não tenho empresa de ônibus, nunca tive ônibus. Eu defendi que o processo licitatório tinha que ser modificado, como foi o da rodoviária [de Cuiabá]. Hoje, as empresas não pagam nem a outorga porque não tem condições de pagar”, afirmou em conversa com a imprensa, na quarta-feira (11).

“Você fazer atendimentos a um setor segmentado é função parlamentar. Você [deputado] tem bandeira, defender é um direito. Agora se for lá [para Assembleia Legislativa] ficar sentando no gabinete fazendo ‘selfies’, falando que estou lá só como parlamentar... Eu vou definir e defender o que eu acho que tenho direito de defender”, acrescentou.

Eu não tenho envolvimento de maneira nenhuma, não tenho empresa de ônibus, nunca tive ônibus. Eu defendi que o processo licitatório tinha que ser modificado

Operação Rota Final

Conforme a denúncia, as investigações demonstraram a existência de uma organização criminosa, liderada pelo empresário Éder Pinheiro, dono da Verde Transporte, que tinha como principal objetivo impedir a implantação do novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso.

Consta na peça acusatória que, entre outros supostos delitos, os integrantes compraram um decreto estadual que buscou prorrogar até 2031 as concessões precárias que detinham as empresas ligadas ao grupo.

O MPE diz ainda que empresários deram vantagens indevidas a Dilmar e ao ex-deputado estadual Pedro Satélite, que comandavam a Comissão Especial de Transportes da Assembleia Legislativa, utilizando-se, inclusive, de outras pessoas para lhes repassarem “dinheiro sujo”.

Também consta na ação que os empresários entregaram “propina” para um diretor da Ager; utilizaram de terceiros para, por meio de ajuizamento de ações judiciais temerárias, buscar “frear” o procedimento licitatório; e produziram “estudos” fraudulentos para tentar demonstrar a inviabilidade do novo sistema de transporte.

Veja a relação dos denunciados:

Éder Augusto Pinheiro (dono da Verde Transporte), Max Willian de Barros Lima (braço-direito do Éder Pinheiro), Júlio César Sales de Lima (presidente da Setromat), Wagner Ávila do Nascimento, José Eduardo Pena, Adriano Medeiros Barbosa, Dilmar Dal Bosco (deputado), Pedro Satélite (ex-deputado), Andrigo Gaspar Wiegert (filho de Pedro Satélite), Glauciane Vargas Wiegert (Esposa de Pedro Satélite), Silval da Cunha Barbosa (ex-governador), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (o Chico Lima, procurador aposentado), Francisco Gomes de Andrade Lima Neto (filho de Chico Lima), Carla Maria Vieira de Andrade Lima (esposa de Chico Lima), Luís Arnaldo Faria de Mello, Idmar Favaretto, Marcos Antônio Pereira, Alessandra Paiva Pinheiro e Cristiane Cordeiro Leite Geraldino.


CÍNTIA BORGES