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Desempregado, jovem sobrevive fazendo entregas de bicicleta


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Após perder o emprego com a chegada da pandemia do coronavírus na Capital, o jovem Fellipe Lourenço, de 25 anos, precisou procurar novas alternativas para conseguir sustentar sua família. Diante disso, ele encontrou no serviço de delivery por aplicativo uma oportunidade e, como não possui motocicleta, achou na bicicleta a alternativa para trabalhar.


Todos os dias, ele percorre cerca de 70 km quilômetros fazendo as entregas de bicicleta e o que anteriormente era um job, acabou virando sua principal fonte de renda.

Fellipe conta que trabalhava como vendedor de pipocas em uma empresa terceirizada que prestava serviços para um cinema em Cuiabá, mas, devido à suspensão de funcionamento dos mesmos, acabou sendo demitido.


Com as contas chegando, e junto a elas a responsabilidade de colocar comida na mesa, o rapaz após muitas tentativas sem sucesso de ingressar no mercado de trabalho novamente, tomou a decisão de ir à luta usando o único veículo que possui em casa.

“Eu já usava a minha bicicleta para ir e voltar do trabalho. No começo do ano, quando ainda estava empregado, fazia algumas entregas para ganhar um dinheiro a mais no meu tempo livre, depois fui dispensado e hoje é o meu serviço fixo”, contou.

Segundo o trabalhador, ele realiza em média cerca de 20 entregas todos os dias, número esse que varia de acordo com a quantidade de pedidos e as distâncias, que entre uma pedalada e outra pode chegar até 10 km.


“É uma rotina bastante cansativa, exige muito esforço físico, pois eu trabalho o dia todo, de manhã e a tarde”, completou.

Referente ao retorno financeiro, o entregador afirma que tem conseguido tirar uma renda mínima mensal e assim manter sua família.

“Fácil não está sendo, é preciso ter muita força de vontade, ir em busca do pão de cada dia. É preciso dar um jeito para pagar as contas e esse foi o que encontrei”, destacou.

Ele conta ainda que já desempenhou diversas outras funções ao longo de sua vida, sendo estas como garçom, vendedor, operador de telemarketing, entre outras, e enaltece que tem como crença de vida um conselho dado por sua avó: “Meus familiares sempre me diziam que quem quer arruma um jeito, quem não quer desculpas.”


A realidade enfrentada por Fellipe não é um caso isolado, com agravamento da crise sanitária e consequentemente seus impactos econômicos, muitas pessoas encontraram na modalidade uma chance de driblar o desemprego.

Além disso, a categoria enfrenta diversas dificuldades externas, como por exemplo, falta de ciclovias e altas temperaturas, bem como a exposição diária ao risco de contágio a Covid-19.


Felipe reitera que têm esperanças alcançar um emprego formal novamente. Aos interessados em ajudá-lo, basta entrar em contato através do telefone: (65) 98153-0062.

Jornal Estadão