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Deputado quer proibir uso de "todes" e "amigues" nas escolas de MT

Deputado Gilberto Cattani está preocupado com uso dos "pronomes neutros" no Estado

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O deputado estadual bolsonarista Gilberto Cattani (PSL) apresentou nesta quarta (16), projeto de Lei que prevê a proibição o uso de pronome neutro nas escolas de Mato Grosso. Segundo o parlamentar, objetivo é assegurar o direito dos estudantes de aprender a norma culta da língua portuguesa.

Cattani está preocupado com a utilização da chamada “linguagem neutra” e “dialeto não binário”, que seria a utilização de outras vogais/consoantes/símbolos que não identifiquem o gênero masculino/feminino nas palavras. Nesse diapasão, estabelece-se uma identificação de gênero neutro, substituindo-se o artigo “o” por “x”, “@” ou outro símbolo que afasta a marcação binária de sexo masculino ou feminino. Assim, as palavras são ditas da seguinte forma: “todxs”, “todes”, “amigxs”, “amiges”.

O projeto de Lei determina que o aprendizado da língua portuguesa nas instituições de ensino público e privado seja feito com base nas Diretrizes Curriculares Nacional (DCN), com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) e com a grafia fixada no Tratado Internacional Vinculativo do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, de 16 de novembro de 1990.

A proposta de Cattani também inclui a vedação do uso da linguagem neutra em documentos oficiais da administração pública, materiais didáticos e curriculares, os editais públicos, ações culturais, desportivas, sociais e publicitárias que recebam verba pública de qualquer natureza.

Para o parlamentar, a permissão da inclusão da linguagem neutra nas escolas do Estado dificultaria ainda mais o já complexo aprendizado da matéria pelo aluno nas salas de aulas.

"Vemos uma crescente intenção de promover no nosso país a linguagem neutra onde a língua portuguesa ficaria completamente danificada principalmente no âmbito de nossas escolas", explicou o deputado.

Pelo projeto de Lei, a violação da regra poderá acarretar em sanções tanto para às instituições de ensino quanto para os profissionais de educação.

A linguagem neutra ou não binária, apesar de ter surgido com o propósito de inclusão, apresenta uma proposta de alterar o idioma com a utilização de vogais, consoantes e símbolos que não identifica o gênero masculino ou feminino nas palavras.

O debate sobre o assunto entrou na esfera política no ano passado, após o centenário Colégio Franco-Brasileiro, no Estado do Rio de Janeiro, anunciar que a “neutralização de gênero” foi adotada pela instituição devido ao “compromisso com a promoção do respeito à diversidade e da valorização das diferenças no ambiente escolar”. (Com Assessoria)

RD NEWS