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Combustíveis e pão francês: guerra entre Rússia e Ucrânia vai afetar o seu bolso

Variação da cotação do petróleo e alteração na produção de trigo vão começar apresentar efeitos nos preços

As negociações brasileiras para segurar o preço dos combustíveis podem ter baixo impacto no mercado por causa da guerra no leste europeu entre a Rússia e a Ucrânia.


O evento inesperado já afeta a cotação do dólar e por consequência os produtos atrelados à moeda tendem a acompanhar a variação para cima dos preços.


“É algo muito simples. A moeda mundial é o dólar e ela está exposta às variações do mercado. E o mercado, toda vez que acontece algo inesperado, tende a subir a cotação do dólar, é uma reação normal do tipo de mercado mundial. Com isso, o preço do barril, os juros, e a inflação dos países tendem a subir”, explica o mestrando em economia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fernando Henrique da Conceição Dias.

Um dia após o início dos ataques russo, o preço do barril do petróleo subiu para US$ 105 e fechou em US$ 100. Apesar do recuo, o preço já considerado alto para um cenário estabilizado no mercado.


No Brasil, o preço dos derivados do fóssil (diesel, gasolina e gás de cozinha) é atrelado à cotação mundial pela paridade de importação (PPI), ou seja, a tendência é que o consumidor comum sinta nas próximas semanas os impactos econômicos da guerra.


“A Europa vai sentir mais que os outros países, lógico. Mas, nestes outros países o Brasil deve ser um dos que vão sentir essa alta fortemente porque não está preparado para essa variação do mercado”, comenta o mestrando.


Ele diz ainda que poderá haver reflexo na mesa dos brasileiros no café da manhã. Rússia e a Ucrânia estão no top 5 dos maiores produtores de trigo no mundo, e com a guerra a produção vai alterar. Ou seja, o preço do pãozinho francês vai subir.


Segundo o mestrando, a situação econômica não deve mudar imediatamente mesmo que os governos russo e ucraniano chegam a um acordo para o fim da guerra nas próximas horas.


Neste caso, a tendência é que o mercado tenha alguma mudança nas horas logo após, mas continuará a agir com desconfiança com a Rússia, sob a suspeita de novos ataques.


Reinaldo Fernandes/olivre


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