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Associação pede auxílio-alimentação de até R$ 1,7 mil para juízes e desembargadores

Presidente da Amam alega que aumento é necessário porque houve defasagem nos valores

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A Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam) pediu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que reajuste em 5% o valor do vale-alimentação de juízes e desembargadores, que pode chegar a R$ 1.773. O requerimento está sob análise da presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Helena Póvoas.


Segundo o presidente da Amam, juiz Tiago Abreu, houve perda inflacionária ao longo do tempo, já que desde 2018 não há um reajuste no valor do auxílio-alimentação.


“Nesse norte, solicitamos a majoração do valor do auxílio para o valor equivalente a 5% do subsidio, conforme hoje é pago o auxílio-saúde, visto que se não repõe todas as perdas inflacionárias, certamente ameniza o orçamento doméstico dos magistrados mato-grossenses”, detalha Tiago.

Caso a proposta seja acatada, os 29 desembargadores passarão a receber R$ 1.773 mensais para alimentação, enquanto os juízes receberam auxílio de até R$ 1.684. Para fazer frente a esse aumento, o Tribunal de Justiça terá que desembolsar R$ 131.684,82 mensais, totalizando R$ 1,580 milhão por ano.


O auxílio-alimentação dos membros do Judiciário foi criado pelo ex-governador Silval Barbosa em 2011 e começou com o valor de R$ 300, que serviria para auxiliar a alimentação nos 22 dias de trabalho. Com o reajuste que aconteceu em 2018, esse valor teve um aumento de R$ 385%.


REAÇÃO - Nas redes sociais, os cuiabanos criticaram o pedido de aumento. Muitos fizeram menção à matéria veiculada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, que mostrou uma fila de mais de 200 pessoas para conseguir doações de ossos bovinos em um açougue no CPA 2, em Cuiabá.

Estadão Mato Grosso